terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ATA DA 5ª PLENÁRIA DO COMITÊ DO FNDC – ALAGOAS

ATA

ATA DA QUINTA PLENÁRIA ESTADUAL DO COMITÊ REGIONAL DO FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATOZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO NO ESTADO DE ALAGOAS - FNDC – ALAGOAS COM A FINALIDADE DE ELEGER A NOVA COORDENADORA FINANCEIRA, REQUERER CONVOCAÇÃO DO CONSECOM E APROVAR O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA INSTITUIÇÃO PARA 2013.
Aos vinte dias do mês de fevereiro de dois mil e treze, às catorze horas, no mini-auditório do Sindicato dos Bancários de Alagoas, situado na Rua Barão de Alagoas Centro, nesta capital, reuniram-se em sua quinta Plenária Estadual os representantes das entidades que integram o FNDC ALAGOAS, que tem sede provisória localizada na Rua Professor José da Silveira Camerino, nº 291, Farol, CEP 57.057-250, Maceió/AL. Presentes à Plenária os representantes das seguintes entidades: ACCCC/CAXANGÁ FM, ABRP Alagoas, Sindjornal, TVCOM Maceió, CRP-15 AL, Sindurbanitários, Famecal e Abraço Alagoas que subscrevem a presente ata. A coordenadora da mesa, Valdice Gomes, fez a leitura da ata da Assembleia anterior, que foi aprovada por unanimidade pelos presentes. Em seguida, Valdice Gomes solicitou do relator Ad Doc, Lutero Rodrigues Melo, que fizesse expusesse a pauta da Plenária em curso, que foi aprovada com a seguinte definição: convocação de plenária do Consecom, Eleição e posse da nova Coordenadora Financeira e encaminhamento de ofício às entidades filiadas para pagamento de contribuição social local, aprovação da Nota de Repúdio contra o ECAD, envio de documentação a Coordenação Nacional do FNDC e aprovação do planejamento Estratégico da instituição. Na sequência, colocou em discussão o primeiro ponto da pauta, o envio de ofício ao presidente em exercício do Conselho Estadual de Comunicação, Marcos Guimarães da Rocha, para que seja convocada imediatamente uma Plenária do Consecom para tratar da situação do órgão e definir a retomada de seu funcionamento. Nesse sentido, Valdice Gomes apresentou a minuta de ofício, que depois de lido, foi aprovado pela unanimidade dos presentes. Em seguida, passou-se à eleição da nova Coordenadora Financeira do FNDC Alagoas, em substituição à ex-Coordenado Denise Moreira que por razões pessoais, abdicou do cargo. A representante do CRP-15, Dilma Lacerda, apresentou-se como única candidata, que foi eleita pela unanimidade dos votos dos presentes, sendo imediatamente empossada. Ainda sobre o tema financeiro, Lutero Melo sugeriu que o ofício da Coordenação executiva do FNDC Alagoas solicitando o pagamento da contribuição social local fosse entregue através de protocolo a todas as entidades associadas, sendo a sugestão acatada. O Coordenador de Políticas Públicas propôs ainda fosse autorizada a confecção de dois talonários de recibo, com cinqüenta jogos cada um, para que a Coordenação Financeira possa repassar um documento oficial da instituição, quando do pagamento da contribuição social, sendo a proposta aprovada. Ato contínuo, passou-se à leitura da minuta da Nota de Repúdio contra o ECAD, apresentada por Lutero Melo, sendo a mesma debatida e, após alguns ajustes, foi aprovada pela unanimidade dos presentes e, além de divulgada pelas ferramentas de mídia eletrônica do FNDC Alagoas, será enviada às autoridades do poder judiciário e do Ministério Público e encaminhada, através de mala direta do SindJornal, para as sessenta e três Rádios Comunitárias autorizadas em Alagoas. O penúltimo ponto da pauta tratou do envio de documentação do Comitê do FNDC em Alagoas à Coordenação Nacional da instituição para consolidação da filiação do fórum local à instância nacional. Nesse sentido, Valdice Gomes informou que apenas o Sinteal ainda não subscreveu a Ata e o Regimento Interno de fundação dom Comitê, embora já tenha feito várias tentativas para que as representantes daquele Sindicato assinem os referidos documentos. Lutero Melo lembrou que, devido a essa negligência, até o presente momento o Comitê local do FNDC ainda não integra oficialmente a instância nacional da instituição, sugerindo que se faça uma consulta urgente para saber se realmente há interesse daquela entidade em integrar o quadro associativo do FNDC Alagoas, pois essa indefinição tem causado prejuízos e atravancado avanço do FNDC Alagoas. Valdice Gomes lembrou que devido a esse empecilho para envio da documentação ao FNDC Nacional, caso haja uma Plenária Nacional da instituição, o Comitê local não estaria apto a participar. Para resolução desse entrave, a Plenária decidiu dá o prazo até o dia vinte e oito de fevereiro para que a entidade em epígrafe subscreva os documentos oficiais de fundação do FNDC Alagoas, caso contrário, os mesmos serão remetidos ao FNDC nacional sem a participação oficial do Sinteal, ficando a Coordenadora Geral encarregada de fazer o referido contato. Por fim, colocou-se em apreciação o último ponto de pauta, referente à definição do planejamento Estratégico da instituição, que foi aprovado da seguinte forma: priorizar uma estratégia de marketing que dê visibilidade interna e externa às ações e imagem do FNDC Alagoas, através da incrementação do uso dos espaços de mídia como jornais institucionais e sites das entidades associadas; envio de releases com informações institucionais do FNDC para os meios de comunicação; clipagem dos conteúdos publicados na grande mídia sobre os temas de interesse do FNDC para que a Coordenação Executiva possa tomar conhecimento e posicionar-se oficialmente, quando necessário; realização de seminário de apresentação do FNDC Alagoas para a sociedade civil, principalmente no âmbito das instituições de ensino superior que têm cursos de comunicação social; realização de seminário que aborde temas referentes ao uso saudável da internet, já que o uso abusivo dessa ferramenta de relacionamento social e comunicação têm causado vários danos emocionais e desvios comportamentais; elaboração de um calendário anual que contemple as datas referentes aos fatos históricos, entidades e profissões afins aos objetivos e temas de interesse do FNDC; montagem do calendário anual de reunião da Coordenação Executiva da instituição; definir estratégia para as ações futuras do FNDC junto aos Poderes Públicos Municipais, Executivo e Legislativo, como novo campo de atuação do FNDC visando à criação de Conselhos de Comunicação, deliberativos e/ou consultivos, a partir das exigências do MINICOM, que através da Norma que cria o Canal da Cidadania, com a viabilização de quatro emissoras abertas de TV por município, sendo dois canais para o poder público local (Legislativo e/ou Executivo) e dois para a sociedade civil, a ser operados por entidades comunitárias, sendo um dos pressupostos para requerimento desses canais o envio de documentação com comprovação de constituição e funcionamento do Conselho de Comunicação Social. CUMPRIDA À PAUTA, FOI ENCERRADA A QUARTA PLENÁRIA ESTADUAL DO COMITÊ DO FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO NO ESTADO DE ALAGOAS – FNDC ALAGOAS JORNALISTA FREITAS NETO – QUE FOI COORDENADA POR VALDICE GOMES DA SILVA, RELATADA POR LUTERO RODRIGUES BEZERRA DE MELO, QUE LAVREI A PRESENTE, QUE FOI LIDA E APROVADA, SENDO ASSINADA POR MIM, PELA COORDENADORA DA PLENÁRIA, E POR TODOS OS REPRESENTANTES DAS ENTIDADES FILIADAS PRESENTES. Maceió (AL), 20 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nota pública - Governo Dilma abdica de Marco regulatório para a Comunicação

Governo federal rompe compromisso com a sociedade no tema da comunicação

A declaração do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, no último dia 20, de que este governo não vai tratar da reforma do marco regulatório das comunicações, explicita de forma definitiva uma posição que já vinha sendo expressa pelo governo federal, seja nas entrelinhas, seja pelo silêncio diante do tema. A justificativa utilizada – a de que não haveria tempo suficiente para amadurecer o debate em ano pré-eleitoral – é patética.

Apesar dos insistentes esforços da sociedade civil por construir diálogos e formas de participação, o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula optaram deliberadamente por não encaminhar um projeto efetivo de atualização democratizante do marco regulatório.
Mas o atual governo foi ainda mais omisso ao sequer considerar a proposta deixada no final do governo do seu antecessor e por não encaminhar quaisquer deliberações aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009. O que fica claro é a ausência de vontade política e visão estratégica sobre a relevância do tema para o avanço de um projeto de desenvolvimento nacional e a consolidação da democracia brasileira.

A opção do governo significa, na prática, o alinhamento aos setores mais conservadores e o apoio à manutenção do status quo da comunicação, nada plural, nada diverso e nada democrático. Enquanto países com marcos regulatórios consistentes discutem como atualizá-los frente ao cenário da convergência e países latino-americanos estabelecem novas leis para o setor, o Brasil opta por ficar com a sua, de 1962, ultrapassada e em total desrespeito à Constituição, para proteger os interesses comerciais das grandes empresas.

Ao mesmo tempo em que descumpre o compromisso reiterado de abrir um debate público sobre o tema, o governo federal mantém iniciativas tomadas em estreito diálogo com o setor empresarial, acomodando interesses do mercado e deixando de lado o interesse público. No setor de telecomunicações, na mesma data, foi anunciado um pacote de isenção fiscal de 60 bilhões para as empresas de Telecom para o novo Plano Nacional de Banda Larga em sintonia com as demandas das empresas, desmontando a importante iniciativa do governo anterior de recuperar a Telebrás, e encerrando o único espaço de participação da sociedade no debate desta política – o Fórum Brasil Conectado. Somando-se ao pacote anunciado de benesses fiscais, o governo declara publicamente a necessidade de rever o texto do Marco Civil da Internet que trata da neutralidade de rede, numa postura totalmente subserviente aos interesses econômicos.

Na radiodifusão, faz vistas grossas para arrendamentos de rádio e TVs, mantém punições pífias para violações graves que marcam o setor, conduz a portas fechadas a discussão sobre o apagão analógico da televisão, enquanto conduz de forma tímida e errática a discussão sobre o rádio digital em nosso país. Segue tratando as rádios comunitárias de forma discriminatória, sem encaminhar nenhuma das modificações que lhes permitiriam operar em condições isonômicas com o setor comercial. Diante desta conjuntura política e do anúncio de que o governo federal não vai dar sequência ao debate de um novo marco regulatório das comunicações, ignorando as resoluções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, manifestamos nossa indignação, ao mesmo tempo em que reiteramos o nosso compromisso com este debate fundamental para o avanço da democracia.

De nossa parte, seguiremos lutando. A sociedade brasileira reforçará sua mobilização e sua unidade para construir um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações.

Coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC


Associação Brasileira de ONG's - ABONG
Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço
Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub)
Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate
Brasil de Fato (Jornal)
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
Clube de Engenharia
Conselho Federal de Psicologia – CFP
Correio do Brasil
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Federação Alagoana de Rádios Comunitárias
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert
Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações – FITTEL
Federação Nacional dos Farmacêuticos
Instituto Bem Estar Brasil
Instituto Patricia Galvão- Midia e Direitos
Intervozes - – Coletivo Brasil de Comunicação Social
MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
Movimento Mega
Observatório da Mídia: diretos humanos, políticas e sistemas - Universidade Federal do Espírito Santo
Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário – SINPAF
Via Campesina Brasil
*Para adicionar sua assinatura e a de sua entidade a esta nota, envie e-mail parasecretaria@fndc.org.br
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